quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

"Regina não foi a primeira, mas exigimos que seja a última!"

Nota do ato do dia 22/01 pela investigação da morte de Regina e por melhores condições de trabalho aos terceirizados do metrô de SP




“Regina não foi a primeira, mas exigimos que seja a última!"
Eram estas as palavras na faixa do grupo de mulheres Pão e Rosas no ato em solidariedade e pela investigação da morte de Regina, funcionária terceirizada da empresa Higilimp, que teve sua morte oficializada no último dia 05 de Janeiro, no Hospital São Paulo, após ser encontrada desacordada em uma das áreas internas da estação Santa Cruz do Metrô.



Além do grupo Pão e Rosas, estavam presentes representantes do Sindicato dos Metroviários, do Movimento de Mulheres em Luta, SINTUSP, Metroviários pela Base, Juventude às Ruas, metroviários da estação Santa Cruz, além de outros metroviários efetivos e terceirizados.

Muitos usuários pararam para ouvir as falas e chegaram a pedir informações para poderem ajudar na situação, parabenizando os metroviários pela iniciativa.



Uma das intervenções mais emocionante foi feita por um trabalhador terceirizado da Higilimp, na qual ele relatou o tratamento que os funcionários têm dos diretores da empresa, das más condições de trabalho e da extenuante jornada que eles levam para manter as estações do metrô sempre limpas. Em sua fala também colocou que esta não era a primeira tragédia e não seria a última, pois a empresa faz sansões aos trabalhadores que faltam, mesmo apresentando atestado médico e que ele não tinha medo de se apresentar, que poderia ser até demitido, mas que gostaria que todos soubessem o que ocorre por trás da limpeza impecável das estações de metrô de São Paulo.

O ato se encerrou com os participantes em coro: “Ô passageiro eu limpo o chão, mas eu sou contra a escravidão!"

A terceirização fornece um salário de miséria para milhares, causa a maioria das mortes por acidentes de trabalho, segrega a classe trabalhadora e, para as mulheres, ainda recai a dupla ou tripla jornada de trabalho. Não é por acaso que os piores postos de serviço são ocupados por mulheres, na maioria das vezes negras, pois o machismo e racismo, além de outras formas de opressão, são utilizados, pelo sistema capitalista, para explorar ainda mais estes setores.


Descrição: https://ci3.googleusercontent.com/proxy/8CBWEZYl_gju-O0mEKjDNw0Eh_qIbYUu1oZBKfZqOypmLO1gU9NfBBUnKK5HrwoN-VKG8iQn_PvQpZDlbxq0IwVL9dQOy_HcGJ0=s0-d-e1-ft#https://mail.google.com/mail/u/0/images/cleardot.gif



“Basta de acordos e de demissões,
Nós somos mulheres que enfrentam os patrões....
... Trabalho precário para nos dividir,
As trabalhadoras não vão permitir,
Sou Pão e Rosas, mulheres em luta já!
O Estado capitalista, não vai nos emancipar!"

Nós do Pão e Rosas chamamos a todas e todos a nos somarmos ao novo ato votado na assembléia de trabalhadores do metrô.

Na Estação Luz, sexta, dia 31/01 as 10h.

Chamado no face: 
https://www.facebook.com/events/1413795882199724/?previousaction=join&source=1

BASTA DOS TERCEIRIZADOS DEIXAREM SUA VIDA NO METRÔ! Melhores Condições de Trabalho já!



terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Nota do Grupo de Mulheres Pão e Rosas sobre a morte de Regina, trabalhadora terceirizada da Higilimp




Nós do grupo de mulheres Pão e Rosas transmitimos nossa solidariedade à família e aos colegas de trabalho de Regina, funcionária terceirizada da empresa Higilimp, que foi encontrada desacordada em uma das áreas internas da Estação Santa Cruz e que teve sua morte oficializada no Hospital São Paulo, no último dia 05. 
Regina, 39 anos, era mulher, negra e mãe solteira de 2 filhos menores de idade. Trabalhava com limpeza, um serviço completamente desvalorizado porque as mulheres limpam, lavam e cozinham todos os dias em suas casas, depois de um dia inteiro de trabalho. As mulheres negras são as que mais sofrem com o machismo e racismo, ocupam os piores postos de trabalho (a maioria das trabalhadoras terceirizadas são negras) e sofrem com a objetificação da mulher.
Essa tragédia é resultado da precarização do trabalho e da vida destes trabalhadorxs que recebem salários miseráveis por jornadas extenuantes de trabalho, não possuem áreas de repouso, plano de saúde, não passam por exames periódicos e  ainda sofrem com descontos nos vales alimentação e transporte em caso de faltas mesmo sendo justificada com atestado médico. 
Apoiamos e participamos da campanha, dos Metroviários pela Base, de denúncia da responsabilidade do metro e da Higilimp, que devem apresentar documentos para apuração das causas da morte de Regina. Exigimos a melhoria das condições de trabalho, pela igualdade de direitos e de salários para os trabalhadores terceirizados, além da contratação destes trabalhadores, sem a necessidade de concurso.
Com isso, chamamos todos a participarem do Ato pela investigação da morte de Regina e por melhores condições de trabalho aos terceirizadxs do metro, que será realizado no dia 22/01 (quarta-feira), às 17h na estação Santa Cruz.
A terceirização escraviza, divide, humilha e mata! Regina não foi a primeira, mas exigimos que seja a última!