quinta-feira, 4 de março de 2010

Participe da 3ª Plenária do Pão e Rosas!


Suas condoleezzas não falam por mim e nem por nós
Sou Zeferina, Luiza Mahin, não calam nossa voz
Sou reverso da submissão, não parei
Já nos tumbeiros fiz insurreição, confrontei
Incendiei seu engenho, fiz revolta dos malês
Eu te matei com veneno, levantes organizei
Rasgando os véus e suas regras que nossa vida destroçam
Já não aceito seus preceitos, sou também Pão e Rosas

Pão e Rosas de Mara Onijá

Nós, mulheres do Pão e Rosas Brasil, após um ano de surgimento, já estivemos nas ruas, greves, atos, manifestações, universidades, locais de trabalho, encontros sindicais, de estudantes e de mulheres. Travamos uma batalha cotidiana para fazer ouvir nossas vozes na luta pelos direitos das mulheres e da classe trabalhadora. Vivemos numa sociedade baseada na exploração de uma classe por outra e na opressão de milhões de pessoas em função de seu gênero, seu grupo étnico ou sua opção sexual, sociedade chamada capitalismo, que é um sistema de discriminação na exploração, ao mesmo tempo que de exploração sistemática de toda forma de discriminação. Sozinhas, é muito difícil lutar contra a violência, o machismo, a homofobia, o racismo, contra toda a miséria que nos é relegada e principalmente contra a exploração. É por isso, que te chamamos para nos organizar e juntas lutar pelos direitos das mulheres e da classe trabalhadora, pela emancipação das mulheres, contra esse sistema que nos explora e nos oprime.

Venha construir o grupo de mulheres Pão e Rosas!

Em Campinas gritamos pelo povo haitiano e contra as tropas de Lula, da ONU e dos Estados Unidos. Fora imperialismo da América Latina!

As pessoas que passavam pelo largo da Catedral de Campinas no último dia 03, em sua maioria trabalhadores e estudantes voltando a suas casas, se depararam com um grupo de cerca de 100 pessoas, com faixas, panfletos e carro de som, denunciando o papel nefasto que cumprem as tropas militares do Brasil, dos EUA e da ONU em sua suposta missão de “paz” no Haiti, onde são responsáveis por reprimir a população e abusar de mulheres e crianças.

Enquanto a Secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, estava no Brasil discutindo com o Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, uma intervenção articulada entre o governo americano e o brasileiro na América Latina, inclusive em relação à ocupação militar do Haiti, em Campinas trabalhadores e estudantes gritavam: Fora ianques! Fora ianques!Haitianos adiante!


O Pão e Rosas, junto ao CACH da Unicamp, o grêmio da ETECAP, o Sindicato dos Químicos de Campinas, o DCE da Unicamp, o MTST, o Movimento a Plenos Pulmões, e organizações de esquerda como PSOL, PSTU e a LER-QI, organizados em um Comitê de Solidariedade ao povo haitiano e contra as tropas militares do Brasil, dos EUA e da ONU, realizaram um ato no centro da cidade, que tinha por objetivo manifestar nossa solidariedade aos haitianos, e principalmente, manifestar nosso repúdio a esta ocupação, encabeçada pelas tropas brasileiras de Lula.

Consideramos muito importante o exemplo de Campinas de como, nesse momento, é fundamental que todas as organizações de esquerda tomem em suas mãos esta luta internacionalista. Após o terremoto no Haiti, a situação miserável da população foi exposta à exaustão na mídia brasileira, e isso gerou um sentimento de compaixão e solidariedade em muitas pessoas. Mas é preciso entender que não basta uma solidariedade em abstrato. Os trabalhadores haitianos não estão nessas condições devido a uma tragédia, mas devido aos anos de exploração e dominação imperialista; é preciso entender que o povo no Haiti não precisa de compaixão, mas de liberdade e condições para se auto-organizarem e decidirem os rumos da reconstrução de seu próprio país.
Durante o ato, o Pão e Rosas se destacou por ressaltar a situação e o papel que cumprem as mulheres no Haiti, tomando para si as tarefas mais elementares de sobrevivência da população, como garantir alimentação, trato dos doentes e das crianças, e ainda sofrendo abusos e estupros. Além disso, repudiamos a presença de Hillary Clinton no Brasil, uma mulher no poder a serviço do imperialismo, da exploração e da opressão, que embora seja mulher, não representa em nada a luta das mulheres, muito pelo contrário, uma vez que a condução política imperialista de seu país (e o papel que ela ocupa nisso) só condiciona as bases para manter um sistema em que as mulheres continuam oprimidas e exploradas.

Este ato foi mais um passo numa campanha que não se encerra agora, muito pelo contrário, deve continuar e crescer, até que seja garantido ao Haiti seu direito básico à auto-determinação e organização, até que não haja mais trabalhadores assassinados por soldados, e até que não haja mais abusos e violência contra nossas irmãs haitianas.

Fora as tropas brasileiras de Lula do Haiti!
Fora as tropas da ONU e dos EUA!
Que a ajuda humanitária saia dos lucros das multinacionais!
Hillary Clinton é o imperialismo com rosto de mulher!
Fora o imperialismo da América Latina e do Caribe!

Pão e Rosas na Casa Socialista Karl Marx: Fora as tropas do Haiti!

No último domingo, dia 28/2, se realizou na Casa Socialista Karl Marx mais uma atividade impulsionada pela LERQI em defesa do povo haitiano e contra as tropas de Lula, da ONU e dos EUA no Haiti.
Dando continuidade à campanha que já impulsionamos desde 2009, “Somos as negras do Haiti”, o Pão e Rosas esteve presente numa atividade que chegou a contar com cerca de 200 pessoas presentes, se mostrando do inicio ao fim como um combativo debate político como parte da campanha que estamos desenvolvendo no último período pela Solidariedade Operária e Popular com o povo haitiano, pela retirada imediata das tropas brasileiras e do imperialismo que ocupam e oprimem o Haiti.

O debate contou com a presença de Mara Onijá (dirigente da LER-QI e militante do Pão e Rosas), Pablito (trabalhador da USP e dirigente da LER-QI), Otávio Calegari (militante do PSTU e estudante da Unicamp que estava presente no Haiti no dia do terremoto), Omar Ribeiro Thomaz, professor da Unicamp (que também estava no Haiti nesta mesma ocasião), Milton Barbosa (MNU – Movimento Negro Unificado), Lúcia Skromov e Professor Amarildo (ambos do Comitê Pró-Haiti).

O debate discutiu o momento político que atravessamos no cenário internacional, colocando a necessidade de impulsionarmos uma ampla campanha pelo povo haitiano, o histórico de luta revolucionária deste povo, o papel do imperialismo neste país, a opressão histórica sofrida pelos haitianos e o papel que cumprem as tropas da ONU, ressaltando, em todas as falas, a necessidade de ações de solidariedade independente com o povo haitiano.

Mara Onijá defendeu a centralidade que deve ter em toda e qualquer campanha que se proponha séria a luta pela retirada das tropas da Minustah e do imperialismo no Haiti, denunciando o papel que Lula cumpre na opressão do povo haitiano. Mara expressou o caráter reacionário desta política,e aprofundou a necessidade de que a esquerda lance uma forte campanha que englobe não só a solidariedade operária e popular ao povo haitiano, mas a retirada imediata das tropas de Lula. Neste sentido, colocou a importância de que os setores da esquerda como o PSTU e a Conlutas coloquem no centro de seus esforços a construção de uma mobilização pela retirada das tropas.

Por volta das 19 horas, iniciou-se uma série de atividades culturais com a apresentação das bandas de hip-hop QI Alforria, Mara Onijá, Zinho Trindade e o Legado de Solano e do Ballet Afro Koteban, que fizeram suas performances como parte da solidariedade ao povo haitiano.

quarta-feira, 3 de março de 2010

CHILE: Declaração do Pan y Rosas Teresa Flores frente ao terremoto e a crise social

No sábado às 3:34h da madrugada ocorreu um dos maiores desastres naturais da história de nosso país. O terremoto que chegou a quase 9 graus e que afetou a zona centro e sul do país, os tsunamis, tremores posteriores, incêndios e a devastação geral, deixaram até o momento mais de 750 vítimas fatais e centenas de feridos e desaparecidos, número este que pode aumentar nas próximas horas.

Do mesmo modo foram significantemente destruídas inúmeras casas da população chilena, sendo os mais afetados os trabalhadores e o povo pobre. Os dados falam de mais de meio milhão de casas destruídas e outro 1 milhão e meio que se encontram danificadas. A infra-estrutura da educação e saúde pública, principalmente na zona de Maule e Bio-Bio, estão devastadas. Não há eletricidade, água nem gás em dezenas de cidades. Muito menos alimento. Isto tem levado o governo de Bachelet a decretar nestas regiões, zonas de catástrofe de emergência. Nas regiões VII e VIII (divisão de estados chileno) foi decretado toque de recolher entre as 21h e 06h, ordens de encarregados das Forças Armadas.

Acionaram todos os efetivos governamentais para superar a situação em que se vive no país mediante um plano de “reconstrução nacional”, já que após a catástrofe natural emerge a crise social em que se encontram milhões de famílias trabalhadoras e pobres.

Os meios de comunicação estão informando sobre a situação social que tem provocado. O desespero, a falta de água e alimentos, a ineficácia da ajuda aos afetados que não chega, está obrigando a setores de trabalhadores e o povo pobre a buscar soluções desesperadas, obrigadas a entrar em supermercados e lojas para obter algum alimento para suas famílias e comunidades que aguardam nos morros entre novos tremores e desconsolo. São, sobretudo as mulheres e suas famílias quem buscam ajuda. Os meios de comunicação, o governo e a direita estão acusando de saques e tratando de criminalizar os trabalhadores e o povo. Os supermercados estão guardados por policiais e forças especiais, para defender a propriedade privada dos grandes empresários. Ainda com a falta de água em cidades como Concepción, policiais reprimem aqueles que necessitam de água. Enquanto se realiza uma forte campanha de criminalização contra os trabalhadores e o povo, que busca provisões enquanto a ajuda do governo é inexistente, pouco ou nada se disse dos cúmplices desta situação: os empresários, que no caso das grandes empresas construtoras e imobiliárias enchem seus bolsos de dinheiro construindo casas de má qualidade e sem cumprir as normas de segurança das construções antisísmicas, estando, além disso, subsidiados pelo próprio Estado, tendo descontos fiscais, etc. Se não podemos prevenir os terremotos, podemos sim prevenir seus efeitos.
Mas os empresários só estão interessados em seus lucros. O governo de Bachelet e Piñera – a apenas 10 dias da troca de cargo – vem falando de planos de reconstrução nacional e de unidade, colocando os militares nas ruas, vigiando a propriedade privada das grandes cadeias de supermercados, criminalizando e reprimindo os afetados pelo terremoto.

Através dos meios de comunicação temos visto como as mulheres trabalhadoras e pobres têm sido parte ativa em dar solução ao abastecimento procurando alimentação e água, do mesmo modo que têm sido ativas na denúncia da falta de ajuda proveniente do governo, da repressão policial e da crise social geral que afeta o povo trabalhador.

Desde o Pan y Rosas Teresa Flores denunciamos a repressão e criminalização imposta pelo governo, a direita e os empresários, e manifestamos nossa solidariedade com todas as trabalhadoras, trabalhadores e setores populares que vivem as consequências do terremoto.

Acreditamos que seja necessário que as organizações da classe trabalhadora como a CUT, organizações estudantis, a esquerda e as agrupações de mulheres e feministas tomem em suas mãos a organização da ajuda para as zonas afetadas e que se formem comissões de mulheres em sindicatos, organizações de bairro e organizações estudantis para a distribuição de alimentos, medicamentos e refúgios para as zonas de catástrofe.

Pan y Rosas Teresa Flores
Santiago, 28 de Fevereiro de 2010
*Tradução Livia Barbosa

terça-feira, 2 de março de 2010

“HAITI: UMA TRAGÉDIA NATURAL?”

Debate de recepção Diretório Acadêmico dos estudantes
Gestão “Por uma questão de classe!”

Com:
Otávio Calegari
(estudante da Unicamp que estava no país durante o terremoto e militante do PSTU)

Milton Barbosa
(Movimento Negro Unificado)

Simone Ishibashi
(Liga Estratégia Revolucionária-Quarta Internacional - LER-QI)

QUARTA-FEIRA (03/03)
19H – ANFITEATRO DO IB - Unesp Rio Claro

Fora as tropas de Lula que comandam a MINUSTAH!

Fora os o imperialismo da América Latina!



http://darioclaro.wordpress.com/

Venha conhecer e construir o Pão e Rosas na Unesp Rio Claro! 04/03 às 15h

segunda-feira, 1 de março de 2010

O Pão e Rosas te chama às ruas mais uma vez: Somos as Negras do Haiti, contra as tropas de Lula e Hilary estamos aqui! ATO em Campinas 03/03 -16h

Estamos a poucos dias de comemorar o centenário do Dia Internacional da Mulher, pois foi em 1910 que a revolucionária Clara Zetkin propôs numa conferência internacional de mulheres socialistas que um dia marcasse no calendário a luta das mulheres operárias. Resgatando esse caráter internacionalista e classista das origens do dia 8 de março, o Pão e Rosas Campinas chama as estudantes e trabalhadoras da cidade a lutarem conosco pela retirada das tropas brasileiras e da ONU do Haiti e em solidariedade ao povo, e em especial às mulheres haitianas!

Contraditoriamente, no dia 03, Hillary Clinton, o imperialismo com rosto de mulher, estará em nosso país para negociar com o governo as melhores formas de intervenção do imperialismo norte-americano contra o povo haitiano. Sem dúvidas, é preciso gritar ainda mais forte: FORA O IMPERIALISMO DA AMÉRICA LATINA E DO CARIBE!

Se agora o Haiti está imerso em miséria, fome e sofrimento, não é por azar. Um histórico de dominação e exploração tem sido imposto àquele povo desde sua colonização, que tinha como base de sustentação o trabalho de negros escravizados. Foram esses mesmos negros que protagonizaram uma revolução, fazendo com que aquele fosse o primeiro país a abolir a escravidão, e poucos anos depois, o segundo país da América a conquistar sua independência, em 1804. Tentam apagar à força a história de luta do povo haitiano, e as tropas da ONU e do Brasil que há cinco anos ocupam o país são exemplo disso. Após o terremoto de 12 de janeiro, as condições de vida já precárias da população só se tornaram piores, e a resposta do imperialismo é aumentar a repressão militar, enquanto os abutres das multinacionais se preparam para lucrar ainda mais com a “reconstrução” do país e a exploração barata do trabalho da população faminta.

Sobre as mulheres, a combinação de opressão e exploração tem um peso ainda maior. São elas que sofrem abusos e estupros dos soldados, são elas que se responsabilizam pela alimentação, pelo trato das crianças e doentes. Nesse momento em que se discute a reconstrução do Haiti é necessário reivindicarmos o direito da auto-organização do povo haitiano para decidirem os rumos da ajuda humanitária e da reconstrução do país! A situação do Haiti mostra de forma exacerbada o que o imperialismo pode oferecer aos trabalhadores do mundo, e em especial às mulheres: miséria, fome, abusos, violência policial e militar. E por isso neste 03 de março gritamos: Fora as tropas brasileiras de Lula do Haiti! Fora as tropas da ONU e dos EUA! Que a ajuda humanitária saia dos lucros das multinacionais! Hillary Clinton é o imperialismo com rosto de mulher! Fora o imperialismo da América Latina e do Caribe!

Participe do Ato, organizado pelo Comitê em solidariedade ao Haiti de Campinas, pela retirada das tropas brasileiras e da ONU e em solidariedade ao povo do Haiti:

03/03 - 16h
Concentração no largo da Catedral - Campinas/SP