sábado, 9 de outubro de 2010

JUSTIÇA PARA CÍCERA!

Boletim SINTUSP 08/10/10

No Carnaval de 2007, a polícia, em mais uma de suas ações assassinas, foi responsável pela morte da jovem Cícera, que trabalhava na Lanchonete da Faculdade de Educação da USP e era moradora da São Remo. Para “dispersar” uma brincadeira entre crianças durante o carnaval, a polícia atingiu a Cícera com um tiro na cabeça. 3 anos depois deste assassinato, haverá o julgamento do caso. Será na próxima quarta-feira, dia 13, a partir das 8h30 no Fórum da Barra Funda. A mãe da Cícera, que também é funcionária da Lanchonete da Faculdade de Educação está organizando um ônibus que sairá às 7h da frente do Supermercado Roldão. O SINTUSP estará presente para repudiar os assassinos da Cícera e exigir justiça, e por isso chamamos todos os trabalhadores e trabalhadoras que puderem a comparecer neste julgamento, sabendo que a Cícera foi mais uma das vítimas da polícia brasileira, a polícia mais assassina do mundo, segundo a própria ONU.

PRISÃO DE TODOS OS CULPADOS! FORA A POLÍCIA DA SÃO REMO!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

DIA 28 DE SETEMBRO EM SÃO PAULO:

PRECISAMOS SER MILHARES NAS RUAS PARA ARRANCAR NOSSO DIREITO AO ABORTO LIVRE, LEGAL, SEGURO E GRATUITO!



No dia 28 de setembro, dia latino americano pela legalização do aborto, cerca de 120 pessoas estiveram presentes no ato convocado pela Frente Pela Descriminalização e Legalização do aborto, ocorrido na Praça do Patriarca, em São Paulo. Nós, do grupo de Mulheres Pão e Rosas, mesmo sem compor a Frente, participamos das reuniões de preparação do ato pela necessidade de uma luta unificada pela legalização do aborto. Também Estiveram presentes representantes da Marcha Mundial de Mulheres, a Secretaria de Mulheres do PSOL, LER-QI, CSP-Conlutas, PSTU, Coletivo Dandara, ONG Católicas Pelo Direito de Decidir, CUT-SP, Secretaria de Mulheres da UNE, ANEL, Bloco Anel às Ruas, entre outras.


Cantamos abrindo o ato, junto às demais presentes:

“Nesse dia se escuta um só grito: aborto legal, seguro e gratuito!”;
“Legalize, o corpo é nosso, é nossa escolha, é pela vida das mulheres!”


Com atos em diversos países da América Latina, este tipo de ação pode ser parte de uma campanha massiva pelo direito ao aborto para que as mulheres não sejamos mais mortas por conseqüências de abortos inseguros. A mais ampla mobilização deve se dar ao redor de um direito elementar a milhões de mulheres que temos o direito ao nosso corpo e a nossa vida negados. Assim que o ato na Praça do Patriarca em São Paulo, mostrou menos do que poderia. Marcado por ser na última semana do processo eleitoral, os partidos que dispunham de candidaturas não se utilizaram do espaço eleitoral de suas campanha e horários gratuitos eleitorais para fazer uma ampla convocação e debate sobre a defesa do direito ao aborto.



Algumas organizações presentes no ato lutavam pela legalização do aborto ao mesmo tempo em que faziam campanha para Dilma ou deixaram de denunciar que o governo Lula, (assim como a candidatura Dilma) não podem estar ao lado do direito das mulheres enquanto mantêm assinado o acordo Brasil Vaticano, que concede maiores direitos à Igreja Católica, a mesma que dirige campanhas contra o direito ao aborto. Assim como o governo de Lula e Dilma não podem dizer estar ao lado também dos trabalhadores quando a maior parte dos postos de trabalho criados no governo Lula foram terceirizados e precarizados, e sabemos que a precarização tem rosto de mulher. Dilma, da reivindicação da constituição para os casos de aborto legal em duas situações – estupros e/ou risco de morte da mãe – Dilma retrocedeu ainda mais na reivindicação da legalização do aborto e na última semana do processo eleitoral colocou-se abertamente contra o direito ao aborto em busca dos votos de evangélicos e católicos. Porém, apesar de tudo isso organizações como a Marcha Mundial de Mulheres mantêm uma estratégia atrelada ao governo e acabam traçando uma estratégia fundamentalmente parlamentar quando sabemos que este meio de luta, apenas, não garantirá a legalização do aborto.


Por isso cantamos durante o ato:


“Milhares de mulheres mortas, abortos clandestinos não. Eu quero direito a meu corpo, eu quero a legalização. Aos governistas nós dizemos, vocês não nos enganam não. Enquanto falam pela vida, mantêm a proibição. Não vou deixar!”.


As falações terminaram com a Frente lançando a Plataforma pela descriminalização e legalização do aborto. Seguimos em um ato unificado até o Largo São Francisco e, no final deste, Diana Assunção, da Secretaria de mulheres do Sintusp e do Pão e Rosas, saudou o ato e reafirmou que a luta pela legalização do aborto não se dará pela via parlamentar, que conseguiremos conquistar nossos direitos quando mulheres estiverem nas ruas dispostas a separar definitivamente a Igreja do Estado, a lutar pela legalização do aborto e que neste sentido tínhamos que unificar nossas forças, sem nenhuma ilusão nos atuais governos e denunciando como estes são coniventes com nossas mortes. Neste sentido apenas que as vias de luta parlamentar poderiam ajudar numa luta de combate pelos direitos das mulheres.


E, no bloco impulsionado pelo Pão e Rosas, cantamos no final do ato:

“Basta de abusos e violações,
Eu quero o meu corpo sem esses grilhões.
Basta de estupros, de morte e de dor
Hipócrita a Igreja, está com o estuprador.
Sou Pão e Rosas
Mulheres na luta já!
O estado capitalista
Não vai nos emancipar.
Sou pão e rosas
Direito ao aborto já!
E na América Latina,
Mulheres mortas não vamos deixar.”





Chamamos todas as organizações feministas a não nos calarmos mais frente às violações que sofrem as mulheres no governo Lula/Dilma e para fazermos uma real luta de combate pelo fim do acordo Brasil Vaticano e pelo fim da intervenção da Igreja sobre nossos corpos! Pelo arquivamento do projeto de lei Estatuto do Nascituro! Por educação sexual nas escolas públicas e privadas! Por contraceptivos gratuitos e de qualidade para não engravidar e aborto livre, legal seguro e gratuito para não morrer! Estatização do sistema de saúde sob controle das/os trabalhadoras/es e usuárias/os!

Nós, do grupo de mulheres Pão e Rosas, queremos fazer parte da mais ampla frente única pra arrancar esses direitos negados às mulheres! Chamamos todas as organizações de mulheres a continuar atos e debates unificados como parte de uma luta em comum pelo direito ao aborto livre, legal, seguro e gratuito!


PÃO E ROSAS ARARAQUARA-SP CONVIDA

"A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO: COMO E POR QUE DEVE ACONTECER"





Debate dia 07/10 às 14h

na sala 17 do prédio da
Faculdade de Ciências e Letras

UNESP campus Araraquara

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Basta de mulheres mortas por aborto clandestino! Venha assistir ao filme "4 meses, 3 semanas, 2 dias" e debater sobre o direito ao aborto na Casa Hermínio Sacchetta de cultura e política em Campinas nesse sábado às 16h!


Ao mesmo tempo em que não se garante educação sexual, métodos contraceptivos e um atendimento de saúde eficiente para que as mulheres possam decidir sobre seus corpos ou mesmo tenham direito pleno à maternidade,o aborto é criminalizado. Isso condena milhares de mulheres à morte ao praticarem abortos clandestinos, em especial as mulheres pobres e negras, que não tem acesso às clínicas candestinas.

Em referência ao dia 28 de setembro, o dia latino-americano e caribenho pelo direito ao aborto, o grupo de mulheres Pão e Rosas convida a tod@s para assistir ao filme 4 meses, 3 semanas, 2 dias e em seguida debate!

Onde? Casa Hermínio Sacchetta de Cultura e Política, na Av Anchieta, 51 - Centro - Campinas - SP

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Secretaria de Mulheres do Sindicato dos Trabalhadores da USP presente no ato pelo dia Latino-Americano e Caribenho de luta pela Legalização do Aborto!

Publicamos abaixo dois textos do Boletim nº82
do Sindicato dos Trabalhadores da USP,
gestão “Sempre na Luta! Piqueteiros e Lutadores”.

Dia Latino-Americano e Caribenho de luta pela Legalização do Aborto!
Hoje, dia 28 de setembro, em toda a América Latina e Caribe, haverá manifestações, exigindo a legalização do aborto. No 1º Encontro de Mulheres trabalhadoras da USP, ocorrido na sexta-feira, dia 24/09, as mulheres presentes aprovaram a participação da Secretaria de Mulheres do Sindicato no ato que está sendo chamado pela Frente Pela Legalização do Aborto às 16h na Praça do Patriarca, no Centro de São Paulo. Participaremos do Bloco Classista, convocado por movimentos de esquerda e antigovernistas.

No Brasil, o aborto clandestino se tornou um caso de saúde pública, por isso, não pode mais ser tratado como uma questão moral ou religiosa! Entendemos que a proibição do aborto hoje não impede que ele aconteça, pois ele acontece de forma clandestina colocando em risco a saúde e vida de muitas mulheres. Portanto, consideramos necessário que a prática do aborto seja descriminalizada e que o Estado garanta as condições seguras, gratuitas e de qualidade para que as mulheres possam recorrer a interrupção de uma gravidez sem a necessidade de morrer.

Chamamos todas trabalhadoras e trabalhadores da USP a lutar para que mais nenhuma mulher morra em conseqüência de abortos clandestinos!

COMPANHEIRA SELMA, PRESENTE!
No último dia 24 de setembro, sexta-feira; foi realizado o 1º Encontro de Mulheres Trabalhadoras da USP, organizado pela Secretaria de Mulheres do SINTUSP. Mas, com muito pesar, informamos que a delegação de trabalhadoras da USP Ribeirão Preto sofreu um grave acidente de carro no retorno a sua cidade, resultando na morte da companheira Selma de Oliveira. As outras companheiras, Regina, Ângela e Cláudia ficaram feridas, e duas delas permanecem hospitalizadas.

O Sindicato e sua Secretaria de Mulheres vêm prestar uma justa homenagem à companheira Selma, uma valiosa lutadora, que também era membro do Conselho Diretor de Base (CDB) do Campus de Ribeirão Preto, e que veio ao encontro buscando ajudar a organizar e a fortalecer a Secretaria de Mulheres para fazer avançar a lutar contra a opressão e violência às mulheres e pelos nossos direitos. Além da Saudade, a companheira deixa a todas e a todos um exemplo de consciência e combatividade a ser seguido.

Companheira Selma, Presente!

"Setores conservadores querem minar evento que discute aborto em Universidade". Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) divulga nota em defesa do debate democrático na PUC-SP

Publicamos abaixo nota do Conselho Federal de Serviço Social
em defesa do debate democrático, em relação à
censura e ao ataque à liberdade de expressão na PUC-SP.

Imagem do mês de setembro da Agenda de 2009 do CFESS levanta a temática (Foto: Karen Lúcia/Intervenção de Rafael Werkema)


No âmbito de uma universidade, “liberdade de expressão”, “democracia”, “reflexão” e “debate público” devem ser palavras de ordem da instituição de ensino superior. Mas não é bem dessa forma que alguns setores da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) estão querendo tratar o tema “aborto”.

No dia 21 de setembro, o grupo de mulheres “Pão e Rosas” divulgou nota criticando a postura de setores conservadores da Igreja Católica, que tentam minar o debate “A criminalização do aborto em questão” dentro da Universidade, organizado pela Associação de Professores da PUC (Apropuc) em função do lançamento do livro de mesmo nome, de autoria do assistente social Maurílio Castro de Matos. O evento ocorrerá em 27 de setembro, antecedendo o Dia Latino-Americano e Caribenho pela Legalização do Aborto (28/9).

“Mais uma vez, os setores reacionários da Igreja Católica tentam minar esse debate apelando ao Cardeal Dom Odílo Scherer, arcebispo de São Paulo e grão-chanceler (ou chefe) da PUC, com um abaixo assinado pedindo para que o padre use seu ‘poder’ para barrar esse tipo de atitude que vai contra a ‘moral cristã’”, revela nota.

Ainda segundo o grupo Pão e Rosas, a atitude de tentar proibir o debate é uma afronta à liberdade de expressão e às liberdades democráticas conquistadas dentro da PUC-SP pela comunidade acadêmica. “Vemos, no cotidiano da Universidade, os padres e o reitor abandonarem todo discurso democrático quando se trata de perseguir e reprimir as mulheres e os setores mais oprimidos da sociedade, que se organizam para discutir e lutar pelas suas demandas mais urgentes”, completa nota.

A polêmica acontece exatamente no mês em que assistentes sociais, representando os/as profissionais de todas as regiões do Brasil, deliberaram coletivamente, no eixo Ética e Direitos Humanos do 39º Encontro Nacional do Conjunto CFESS-CRESS, pelo apoio ao movimento feminista em defesa da descriminalização e da legalização do aborto.

Por esse motivo, o Conselho Federal de Serviço Social vem a público manifestar apoio ao lançamento do livro e à instauração do debate democrático sobre o tema na PUC-SP. “Explicitamos também nosso repúdio aos ataques de fundamentalistas religiosos aos direitos reprodutivos e sexuais das mulheres”, afirma a conselheira coordenadora da comissão de Ética e Direitos Humanos, Silvana Mara.

Em nota, o CFESS afirma que “o debate e lançamento do livro em questão é uma oportunidade excelente para que docentes e discentes da PUC-SP discutam o tema com a profundidade e sensibilidade que a questão demanda”.

Diretoria do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE) da Unesp censura atividades acadêmicas com a temática "direito ao aborto"

Publicamos abaixo declaração do grupo de mulheres do Ibilce, Diretório Acadêmico de Filosofia e Diretório Central dos Estudantes da Unesp, sobe a censura às atividades ligadas ao tema direito ao aborto em São José do Rio Preto - SP. Nós do Pão e Rosas, nos solidarizamos e também repudiamos tais ações por parte da diretoria desta instituição de ensino superior.

DIREÇÃO CENSURA ATIVIDADES ACADÊMICAS

Por conta do Dia Latino Americano e Caribenho pela legalização do aborto (dia 28 de setembro), o Grupo de Mulheres do Ibilce (ainda em fase de estruturação) propôs como atividade uma jornada de discussões pela legalização do aborto; neste semana, várias atividades serão realizadas, como mesas-redondas, mostra de filmes, além da ida ao ato que ocorrerá na terça-feira (dia 28) em São Paulo.

Diante disso, iniciamos a divulgação da semana com o intuito de fomentar uma discussão democrática sobre o tema, que acreditamos ser uma demanda essencial para a emancipação feminina. Nestes dias finais de campanha eleitoral, também devemos lembrar que este foi um dos temas centrais de debate entre as/os candidatas/os.

Estamos longe de sermos consideradas abortistas: nossa discussão é pelo direito de escolha da mulher, que deve sim decidir quando é a hora de ser mãe. Nossa argumentação também não se embasa apenas na legalização e descriminalização do aborto, pois defendemos também uma educação sexual ampla, desde a infância; além do acesso irrestrito aos métodos contraceptivos, que evitem uma gravidez indesejada.

Em nosso país o aborto ainda é considerado um crime, porém, a discussão que propomos não é ilegal, ao contrário, é absolutamente democrática, pois vivemos em um Estado que se diz laico; mas pelo visto, a Direção do nosso prezado Instituto não partilha desta idéia, sendo que proibiu que colocássemos a faixa de divulgação da semana no espaço que é aberto a divulgação de várias outras atividades, inclusive atividades desenvolvidas por setores alheios a Universidade.

Qual nossa surpresa quando chegamos hoje, segunda-feira, ao Ibilce e descobrimos que a Direção havia mandado os/as trabalhadores/as arrancarem nossos cartazes divulgando a Semana Pela Legalização do Aborto, e que, havia exigido a retirada da faixa de divulgação da entrada do campus, sem ao menos ter nos informado. Tal atitude demonstra claramente como existe um setor na academia que se sente proprietário dos espaços universitários, colocando nossas atividades, quando entram em confronto com seus ideais, como atividades marginais, censurando-as sem a menor parcimônia.

Lembramos que cada centímetro da universidade pública pertence à população, sendo esta a mantenedora de toda a sua estrutura, reforçando o direito que temos todos nós de manifestarmos o que quer que seja nesse espaço, não sendo de função de qualquer indivíduo limitar de forma privada as manifestações em espaços públicos.

Requisitamos que todos que compreendem a gravidade desse fato se coloquem então, junto a nós, em defesa do direito democrático da liberdade de expressão e de questionamento das leis que regem nossa sociedade.

GRUPO DE MULHERES DO IBILCE
DIRETÓRIO ACADÊMICO “FILOSOFIA”
DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES UNESP/FATEC

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Venha marchar junto do Pão e Rosas no ato pela legalização do aborto em São Paulo, às 16h na Praça Patriarca!

Estamos próximo do dia 28 de setembro, Dia Latino Americano e Caribenho pela Descriminalização do Aborto, e enquanto as candidatas e candidatos fazem mil e uma promessas nos programas eleitorais, as mulheres morrem ensangüentadas pela ausência de um direito. Não podemos deixar que as falsas promessas de um Brasil cuja situação de vida da maioria da população melhoraria, promessa de um Brasil “desenvolvido”, ofusque a realidade de milhares de mulheres mortas por abortos clandestinos. Mulheres que tem cor e classe, são negras, trabalhadoras e pobres! Mulheres trabalhadoras que vivem em condição de miséria, super-exploração e que não possuem dinheiro para bancar o alto custo dos abortos nas clínicas clandestinas. Não podemos confiar nos governantes e candidatos à presidência que aliados à burguesia vêm demonstrando que só tem a oferecer mais miséria, precarização e mortes para as mulheres. Os governos são culpados pela mortes das mulheres! É por isso que precisamos lutar para conquistar o direito ao aborto livre, legal, seguro e gratuito, porque se depender delas e deles, as mulheres continuarão morrendo. Arranquemos com a força de nossa mobilização, nos organizando independente dos patrões, dos governos e da Igreja, pelo nosso direito à vida lutando pelo direito ao aborto legal, livre, seguro e gratuito!



BASTA DE MULHERES MORTAS POR ABORTOS CLANDESTINOS!
Nosso direito à vida não se vende, não se troca e não se cala por votos!


Venha marchar junto do Pão e Rosas no bloco classista no ato pela legalização do aborto no dia 28/09, em São Paulo, às 16h na Praça Patriarca, Centro.


Dilma, Serra, Marina e Lula: elas e eles não estão nem aí pras nossas mortes!

Diante das eleições querem que apertemos o botão verde e fiquemos de braços cruzados, esperando que os governos façam algo por nós enquanto tentam enganar a classe trabalhadora e a população com seus discursos, pois na verdade governam e querem governar para os capitalistas. Mas não podemos aceitar ser telespectadoras de nosso destino. É preciso que as mulheres sejam protagonistas, lutando pelo seu direito à vida e dizer um basta de mulheres mortas por abortos clandestino! As mulheres trabalhadoras, pobres e negras de nosso país não podem confiar suas vidas nos governantes e capitalistas!

Isso por que é no Brasil de Lula onde 12 mulheres são assassinadas por dia, onde mais de 1 milhão de mulheres abortam clandestinamente e são perseguidas e condenadas à morte pela ausência do direito ao aborto. Mais de 50% destes abortos são inseguros, realizados pelas próprias mulheres em seus lares sem condições de higiene inadequadas, por não terem condições de pagar altos valores em clínicas privadas. O Estado brasileiro é quem condena milhares de mulheres, sobretudo as mulheres negras, pobres e trabalhadoras, à morte e humilhações por não garantir o direito elementar de decidir sobre sua vida e corpo. Na Bahia e em Pernambuco, o aborto ocupa a 1ª causa de morte materna, sendo que o risco de morte de mulheres negras é 2,5 vezes maior do que o de mulheres brancas.

Este mesmo Brasil de Lula que criminaliza as mulheres que são obrigadas a recorrer ao aborto, não garante o direito à maternidade. Seja em nossos trabalhos onde somos perseguidas pelos patrões para que não engravidemos, seja pela ineficácia do sistema público de saúde que deixa as mulheres à mercê de sua própria sorte na espera por um atendimento, em que já vimos noticias de mulheres que perderam seu filho no trajeto de um hospital ao outro.

Numa situação como essa, Dilma escreve sua “Carta Aberta ao povo de Deus”, que mostra uma continuidade ao atrelamento do Estado com a Igreja. Acreditamos que assim como não é possível um governo que governe para ricos e pobres, tampouco é viável uma luta contra o massacre de mulheres mortas por conseqüências de abortos inseguros sem que nos enfrentemos com um governo que coloca-se descaradamente junto à Igreja para angariar votos de seus fiéis. Ainda nessa carta, a candidata petista afirma que a desigualdade social e as violências nas favelas “tem o dedo imperfeito do homem e não o desígnio de um Deus perfeito”, responsabilizando o povo pobre e negro, e não a burguesia e os governos (inclusive o de Lula!), aumentando o aparato militar, utilizando o RJ como exemplo. Não bastasse os 6 anos da ocupação do Haiti pelas tropas brasileiras enviadas por Lula, que levam a “paz” da ONU às mulheres haitianas, com estupro, morte e dor.

José Serra, do PSDB, também mostra que está disposto a avançar sobre os corpos das mulheres. Este senhor que já foi Ministro da Saúde foi categórico em dizer que o direito ao aborto seria uma “carnificina”, declara: “Vai (ter) gravidez para todo o lado porque (a mulher) vai para o SUS e faz o aborto’”. Enquanto isso Marina Silva (PV), candidata mulher de origem pobre, declara ser contra o direito ao aborto e faz demagogia dizendo ser a favor de um plebiscito sobre o tema. O PV de Marina é o mesmo partido para onde migrou o principal idealizador do Projeto de Lei “Estatuto do Nascituro” (conhecido como “bolsa estupro”) o Luis Bassuma, após ter sido expulso do PT por liderar a bancada parlamentar dos “pró-vida” e ser ativo na luta contra o direito das mulheres tentando instaurar uma CPI do Aborto para perseguir as mulheres.

O Estado capitalista, seus governos, instituições, quer nos fazer acreditar que nossa realização máxima na vida é a maternidade, mas é este mesmo Estado que nos nega o direito à maternidade plena, sem um sistema de saúde público de qualidade, fazendo com que as mulheres que dependem dos sistema público de saúde morram nas filas dos hospitais, não garante anticoncepcionais gratuito e de qualidade e educação sexual nas escolas, e por isso a criminalização do aborto é mais uma forma de violência contra as mulheres. É este mesmo Estado que utiliza de seus aparatos como a polícia, para reprimir a classe trabalhadora e criminaliza e condena à morte as mulheres pobres que sofrem com os abortos clandestinos. Portanto, nossa luta por este direito democrático não se faz com os métodos desta democracia burguesa pressionando os parlamentares para que decidam ou não, nessa democracia dos ricos que só tem a oferecer as mulheres miséria, precarização do trabalho e morte.

Acreditamos que devemos nos unir em frente-única para lutar por este direito elementar que é o aborto, e que deva ser garantido para todas as mulheres, mas nossa luta se faz desde as perspectivas das mulheres trabalhadoras, com independência de classe, lado a lado às mulheres são massacradas todos os dias pela clandestinidade do aborto. Diferentemente de como a Marcha Mundial de Mulheres e setores do PSOL se colocam na defesa do direito ao aborto, através da disputa meramente parlamentar, não nos iludimos com a democracia burguesa. Nós do Pão e Rosas, achamos que este direito só será garantido se for arrancado pelas mulheres auto-organizadas e aliadas a toda a juventude e classe trabalhadora.

Nosso direito à vida, de não morrer por abortos clandestinos, só conquistaremos com nossa luta!

Chamamos a todas as mulheres, estudantes, trabalhadora(e)s, o Movimento Mulheres em Luta, a Anel e a CSP-Conlutas, a formarmos um bloco classista e anti-governista no ato do dia 28 de setembro, para lutar por:

Abaixo o acordo Brasil-Vaticano firmado por Lula em 2008! Basta da intervenção da Igreja sobre nossos corpos! Arquivamento imediato do projeto de lei “Estatuto do Nascituro”!

Educação sexual nas escolas públicas e privadas para decidir!

Contraceptivos gratuitos e de qualidade para não engravidar!

Pelo direito ao aborto livre, legal, seguro e gratuito, garantido pelo Estado para não morrer!

Contra a privatização da saúde! Por um sistema de saúde 100% estatal que possa atender todas as necessidades das mulheres e de toda população, sob controle das/os trabalhadoras/es e usuários!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Argentina: Viva a Luta dos trabalhadores(as) e das Famílias de Paraná Metal!

(Argentina, 16/09/2010) A agrupação de mulheres, Pan y Rosas, saudamos a luta que vêm levando adiante a famílias e os trabalhadores(as) de Paraná Metal,onde há 14 dias vêm protagonizando um histórico piquete na rodovia Rosário – Buenos Aires contra o despotismo do empresário K Cristóbal López que quer deixar 900 famílias nas ruas.

As estudantes, trabalhadoras e donas de casa que integramos o Pan y Rosas estamos junto aos trabalhadores desde o primeiro día participando do piquete da rodovia, o piquete no clube , impulsionado desde as universidades e locais de estudos ações solidárias com os operários como piquetes nas ruas realizado em Córdoba e Corrientes, em Rosário.

Os trabalhadores de Paraná Metal com duas semanas de interrupções da rodovia atualmente levam firmemente a unidade com os trabalhadores de Acindar, impondo desde as bases até os desempregados da Vila UOM, uma jornada de luta nacional da CTA, que setores de estatais e professores da AMSAFE e COAD parem e se mobilizem nas ruas de Rosario, que os trabalhadores da linha C do Subte liderem e multipliquem os piquetes em todo país apoiando a sua luta.

Portanto é importante destacar que nesta luta os operários contam com a solidariedade de outros trabalhadores, moradores da Villa, organizações políticas e os estudantes, também que as esposas, mães e familiares também coloquem na cabeça que têm que defender os dereitos e comecem a se organizar contra esta patronal mimada dos Kirchner.

Estas valentes mulheres no país fazem malabarismo para que seus filhos possam comer, sendo que também se organizan desde a base para que esta luta triunfe e sejam um grande exemplo: decidem tudo em assembleia, estão alertas para desmentir as notícias que día a día querem isolar os trabalhadores em sua luta, fizeram uma marcha pelo centro da Villa Constitución, constroem o duro piquete da rodovia junto a seus companheiros trabalhadores e percorrem os bairros, as escolas, faculdades e meios de comunicação denunciando o governo, o Ministério do Trabalho e a patronal.

Desde o Pan y Rosas Rosas participamos da Comissão de ”MULHERES DE PARANA METAL POR TODOS OS POTOS DE TRABALHO” e seguiremos acompanhando, uma vez que sua luta também é nossa, porque não vamos permitir que descontem a crise sobre as costas dos trabalhadores e suas famílias, não cruzaremos os braços até que consigamos a reabertura da fábrica com todos os trabalhadores e sem nenhuma perda de direitos.

Pelo triunfo das famílias e trabalhadores de Paraná Metal!

Agrupación de Mujeres Pan y Rosas

terça-feira, 21 de setembro de 2010

CACH | Unicamp convida: debate sobre direito ao aborto, com a presença de Andrea D'atri

Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp convida:
Mesa pelo direito ao aborto

Dia 22/09, quarta-feira, as 17h30 no IFCH

Andrea D´atri - Pão e Rosas Argentina

Kátia - Oposição Alternativa/Secretaria de Mulheres do PSTU

Luka - Secretaria Estadual de Mulheres do PSOL

Basta de mulheres mortas por abortos clandestinos!

São realizados 1 milhão de abortos clandestinos no país, sendo a quarta causa de morte entre as mulheres brasileiras, que na sua maioria são negras, pobres e trabalhadoras.

PELO DIREITO AO ABORTO LEGAL, LIVRE, SEGURO E GRATUITO!

28/09 - Dia latino americano e caribenho pela legalização do aborto