


Veja textos, fotos e videos no site do Pan y Rosas Argentina.Organizada pelo Pão e Rosas, juntamente com o Movimento A Plenos Pulmões e a LER-QI, a jornada cultural Artistas Contra o Golpe em Honduras, contou com a presença de artistas como Zinho Trindade, Gabriel Nascimento, Mara Onijá, Bá Kimbuta, Pedro QI Alforria e Coletivo Radiola, além de exposições e roda de poesias.
Bá Kimbuta
Pedro - QI Alforria
Gabriel Nascimento
Mara Onijá começou sua apresentação saudando as mulheres hondurenhas que resistem bravamente ao golpe que traz ao povo hondurenho uma dura repressão com prisões, torturas, estupros e assassinatos.
Que o sangue derramado não seja negociado! Esta foi a principal afirmação lembrada na apresentação de vários artistas que se colocam contra o golpe em Honduras. Nós do Pão e Rosas, chamamos a redobrar as ações de solidariedade ativa por todo país. Abaixo o golpe em Honduras! Nenhuma negociação sobre o sangue derramado!
Entrevistamos Cristiane Toledo, estudante da pós-graduação da Letras, integrante do Coletivo Agir e do grupo de mulheres Pão e RosasO que é o Coletivo Agir?
O Coletivo Agir é um grupo formado por estudantes de graduação e pós-graduação da USP, além de ex-alunos e funcionários da instituição. Temos em comum uma formação marxista e o objetivo de não nos focar em discussões meramente teóricas que se fecham em pequenos círculos acadêmicos. Buscamos unir teoria e prática de forma orgânica, travando um diálogo entre diversos setores da sociedade.
Qual o objetivo deste projeto de educação?
O projeto de educação e cultura possui como intuito geral a formação e o diálogo político com setores populares. Temos como objetivos:
- Garantir o direito à educação, enquanto condição para a atuação política;
- Ampliar os espaços de construção do conhecimento dentro da universidade para que também os trabalhadores sejam incluídos nesse processo de produção;
- Oferecer um projeto através do qual seja possível a formação de sujeitos críticos, já que a educação oferecida pelas escolas regulares tem se mostrado insuficiente nesse quesito.
- Buscar uma educação vinculada à realidade e às necessidades práticas dos trabalhadores;
- Buscar a troca de saberes: compartilhar experiências e integrar o mundo intelectual à luta política dos trabalhadores;
- Discutir os ideais de educação pública e concepções políticas;
- Levar à compreensão de que o ato de estudar é um dever político.
- Relacionar a educação à esfera cultural (cinema, teatro, Internet, etc.). Todos esses temas devem ser tratados de uma perspectiva política, visando sempre a troca e construção de saberes dos envolvidos.
Porque fazer em conjunto com o Sintusp?
Diante dos últimos acontecimentos vividos na USP, que visam à luta pela democratização da universidade, vemos o SINTUSP como um aliado na construção desse projeto, tendo em vista o relevante papel de agente político desempenhado pelo Sindicato, ao se mostrar resistente às tentativas de sucateamento da USP e outras medidas neoliberais implementadas ao longo das últimas décadas. Por partilharmos com o SINTUSP um profundo interesse na democratização da universidade fazendo com que esta, cada vez mais, deixe de ser um benefício destinado a poucos, nós nos sentimos honrados com a possibilidade de desenvolvermos em conjunto esse projeto.
E os trabalhadores terceirizados?
Os terceirizados, apesar de contribuírem com o desenvolvimento da universidade, são excluídos da construção do conhecimento aqui produzido, de forma ainda maior que os funcionários concursados. O SINTUSP e o Coletivo Agir, por não concordarem com a terceirização, que escraviza, humilha, e divide, gostariam de abrir as portas deste projeto também aos terceirizados, para que a USP seja cada vez menos um local onde haja setores separados. Temos em mente, no entanto, que a luta pelo fim da terceirização e incorporação dos terceirizados como funcionários contratados diretamente pela universidade é maior que nosso projeto, e deve continuar a existir.
Você acha que o Pão e Rosas pode contribuir pra esse projeto?
Como o Coletivo pretende desenvolver um projeto ligado a movimentos populares, o Pão e Rosas é mais do que bem vindo como parceiro. Um movimento que traga à tona a luta das mulheres relacionada a uma posição classista pode contribuir de muitas formas na organização do projeto, elaborando atividades culturais e módulos que explorem a discussão do papel de mulher na sociedade, por exemplo. Será uma contribuição interessante, com certeza!
O outro lado da terceirização... A modalidade de vínculo empregatício terceirizado tem se alastrado pelos mais diversos setores do mercado, e na Fundação Santo André isso não é diferente! Sob o argumento de dinamizar o trabalho em alguns ramos de uma determinada empresa, indústria, universidade... o que se mostra realmente é um brutal golpe contra os trabalhadores. Estes ataques se expressam na falta de estabilidade, baixissimos salários comparados aos funcionários efetivos, maior incidência de assédios morais, divisão da categoria entre efetivos e terceirizados, punições como o não recebimento de cesta-básica por motivo de falta ainda que com atestado médico, impossibilidade de se organizar sindicalmente e questionar os abusos da patronal, o que reflete por exemplo o fato de não existirem leis específicas que garantam os direitos da categoria. Estes são alguns dos cotidianos abusos sofridos pelos trabalhadores terceirizados, que se intensificam ainda mais quando se trata das mulheres, pois bem sabemos que a nós recaem os serviços mais precarizados, como visivelmente podemos observar no setor da limpeza. Estas mulheres são aquelas que embora garantam toda a limpeza dos prédios da FSA (trabalho este sem o qual não seria possível haver todas as atividades acadêmicas que aqui ocorrem), são privadas de sentar nas carteiras e estudar, ou ao menos ter a perspectiva de que seu filho o faça. Com tudo isso se prova o quão mentiroso é o discurso de emancipação feminina através da inserção ao mercado de trabalho, já que a nós ainda é relegado a “natural” função de donas do lar e mães, tendo, após ao expediente, que garantir todas as tarefas de casa sem nenhuma remuneração. O trabalho masculino só se assegura através do naturalizado trabalho doméstico feminino não remunerado!
Neste ano, o 28 de setembro, Dia Latino Americano e Caribenho Pelo Direito ao Aborto, não poderia passar sem a denúncia do que acontece em Honduras nesse exato momento. No mesmo dia em que se completavam três meses do golpe, as mulheres latino-americanas saíram às ruas para defender o direito a decidir sobre os seus próprios corpos.
Não poderíamos deixar de gritar pelas mulheres hondurenhas que resistem bravamente ao golpe que propaga uma repressão brutal com estupros, prisões, torturas e assassinatos. Nos últimos dias, o toque de recolher vem impondo um patamar superior de repressão, a qual o povo hondurenho segue combatendo nas ruas. Ao contrário de alguns setores presentes no ato que nos questionaram dizendo que não deveríamos falar de Honduras num ato sobre o direito ao aborto, respondemos que nossa luta em defesa das mulheres passa pelo combate aos setores da direita pró-imperialista e à defesa de todas as mulheres que se colocam na linha de frente hoje em Honduras.
O programa Pão e Rosas dessa semana traz uma entrevista com Diana Assunção, trabalhadora da USP e integrante do Pão e Rosas sobre terceirização e precarização do trabalho. Saiba como a flexibilização trabalhista que vem ocorrendo nos últimos anos afeta a classe trabalhadora e, principalmente, entenda porque a mulheres são as principais vítimas desse processo. Acompanhe o movimento no Giro Pão e Rosas e fique por dentro da nossa atuação em diversos lugares. Ouça ainda uma homenagem a cantora argentina Mercedes Sosa, falecida no último dia 04. O programa Pão e Rosas vai ao ar toda quinta às 19h30. Ao vivo em Barão Geraldo na rádio Muda, 105,7MHz FM ou pela internet no site http://muda.radiolivre.org/ . Não perca!
Carta da escritora feminista hondurenha Jéssica Islã ao seu irmão, agredido e preso pelos golpistas nas mobilizações que se deram na Embaixada do Brasil, em Honduras, onde quebraram suas duas mãos. 
Hoje na Unesp Rio Claro o grupo de mulheres Pão e Rosas realiza a exibição do documentário "O aborto dos outros" seguido de debate sobre o tema. A atividade integra a Campanha Latino-americana pelo Direito ao Aborto. Saia mais sobre a campanha clicando aqui.
Mara Onijá começou sua apresentação saudando as mulheres hondurenhas que resistem bravamente ao golpe que traz ao povo hondurenho uma dura repressão com prisões, torturas, estupros e assassinatos.
Que o sangue derramado não seja negociado! Esta foi a principal afirmação lembrada na apresentação de vários artistas que se colocam contra o golpe em Honduras na Casa Socialista Karl Marx em SP.